Os tipos de mães

No mundo há muitos tipos de mães. Tem a mãe zelosa, a mãe superprotetora, a mãe descolada, a mãe moderna e a antiquada. Tem a mãe roqueira, a mãe evangélica, a mãe carola, a mãe amiga, a mãe inspiradora.

Há mães de todas as cores, credos, nacionalidades. Há mães que são pais disfarçados. Há pais que são como mães e mães que são como pais.

Os tipos de mães - Por Maximiliano da Rosa

Há mães para todos os gostos. Mães que curam feridas e dão conselhos.
Há as mães que ralham, repreendem, incentivam. Há mães que empurram e há mães que conduzem seus filhos cuidadosamente em meio à avalanche de incertezas do qual é composta a vida.

Há mães carinhosas, dessas que abraçam e beijam. Há mães práticas, que organizam, limpam, lavam, vestem e alimentam.

Há mães que dizem: “vai, filho, conquista o mundo inteiro e saiba que sempre estarei aqui lhe esperando”. Mas também as mães que dizem: “filho, eu te amo e não quero você saia nunca de perto de mim”.

Há mães de sangue e mães de coração.

Há mães por acidente, que não escolheram ser mães, foram escolhidas por eles.

Há mães adotivas. Essas, acho, são aquelas cujo amor mais transborda e que, não podendo gerar seu próprio filho, escolhem amar o filho dos outros sem fazer qualquer distinção. Dão amor com o mesmo ímpeto e se entregam com a mesma força.

Há mães guerreiras. Todas as mães são guerreiras. Nem preciso dizer mais. É um fato.

Há mais doidas. Afinal, toda mãe é maluca por seu filho. Por ele rolam no chão, falam com uma voz engraçada trocando o “r” pelo “l”. Vestem-se de princesas, palhaços, brincam de casinha, voltam a ser criança.

Há mães elegantes e mães mal vestidas. Se a sua é do primeiro tipo, parabéns, porque é um sinal de que ela não é do tipo que deixa de comprar um vestido ou um batom novo por sua causa. Se a sua é do segundo tipo, não reparem no seu cabelo desgrenhado ou em suas roupas puídas. Esse pode ser um sinal claro de que ela pensa mais em você do que nela mesma.

Bom, talvez, essa mãe elegante seja também do tipo que é mágica. Talvez ela pertença a um tipo particular de mãe que tem o dom de se multiplicar, e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Talvez essa seja o tipo de mãe que se materialize milagrosamente na porta do banheiro com a toalha nas mãos.

Há as mães ciumentas. Ah, acho que essas são as mais comuns. Ciúme é um sentimento inerente às todas as mães. Que ninguém ouse disputar o amor de seus filhos. Se isso acontece, elas viram outro tipo de mãe. A leoa.

Por isso mesmo esse outro tipo de mãe está entre os mais comuns.

Mães leoas são aquelas que protegem seus filhos com unhas dentes, e que não têm medo de ir à luta e entrar numa briga por causa deles. Que os protegem dos leões famintos que vivem lá fora. São as mães que lambem suas feridas quando os filhos se machucam.

Há mães que são mães duas vezes. Comumente chamadas de “avós” ou, simplesmente “mãe com açúcar”. Feliz daquele que tem esse tipo de mãe por perto.

Há pais que fazem vezes de mãe. Devemos aplaudi-los de pé. Porque falta-lhes as ferramentas básicas e, mesmo assim, não desistem.

Por outro lado há mães que são pai e mãe numa única pessoa. Que lutam, batalham e não se entregam. Quem cuidam, sozinhas, de seus filhos. Que acordam cedo e não deixam faltar o pão de cada dia. Esse é o tipo de mãe a quem devemos amar e agradecer todos os dias por existirem.

Sim, há muitos tipos de mãe.

Há mães que não dormem, que atravessam as noites em claro, esperando o filho que nunca chega.

Há mães que torcem para que o telefone não toque no meio da noite.

Há mães que torcem para que seus filhos nunca cresçam. E que nunca se casem. E que nunca se casem com o homem ou a mulher errada. Mas que lhe deem muitos netos.

Há mães (todas as mães) que rezam e oram para que seus filhos jamais se percam nas andanças do mundo. Que sabem que criam seus filhos para o mundo, mas que esperam que esse não seja demasiado severo com eles.

Há mães que não querem que seus filhos sofram. Afinal, qual mãe não é assim?

Enfim, mãe é uma palavra tão ampla que pode designar mais que um simples ser com a capacidade de gerar uma criatura em seu ventre, mas alguém capaz de amar infinitamente sem esperar nada em troca.



A verdade é que não importa o tipo da mãe porque, no final das contas, todas as mães são iguais.

Iguais no amor por seus filhos.

Iguais no sacrifício e na dedicação.

Iguais na entrega incondicional.

Iguais na capacidade de doar e perdoar.

Iguais no zelo.

Iguais. Simplesmente iguais e tão diferentes.

Por isso, não importa de que tipo seja a sua mãe, cuide bem dela. Cuide. Se hoje ela está velha e já não tenha a mesma saúde de antes, se já não consegue sair correndo para lhe amparar quando você cai, não a culpe. Não a condene. Apenas a ame. Lembre-se de que ela sempre esteve com você.
Hoje seus cabelos são brancos e suas mãos, trêmulas. Hoje, talvez ela enxergue com dificuldade. Talvez não ouça bem.

A vida é assim. O corpo definha, a saúde fica cada vez mais precária, tudo se esvaece.
Só tem uma coisa que nunca diminui: o amor de mãe.

Tal qual o ouro ou o diamante, o amor de uma mãe por seu filho (ou seus filhos) nunca fenece, nunca se esvaece, jamais diminui ou se dilui. É um amor eterno, que rompe as barreiras do tempo, que não se explica.

É um amor que nunca morre.

Ame sua mãe.

Beije seu rosto, pegue em suas mãos.

E agradeça a Deus por ela. É o maior presente que a vida lhe deu,

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Dedico este texto à minha mãe, Eva Regina da Rosa, à minha mulher, Maria Amélia, às minhas irmãs, tias, primas e à todas as mães do mundo.